19/12/2007

Sexta-feira é dia de Natal



Esta sexta-feira, dia 21 de Dezembro, a Filho Único vai promover uma festa de Natal no Avenida (um espaço na Av. da Liberdade, mesmo ao lado do BES), que promete muitas prendas, incluindo discos, livros e performances ao vivo de Loosers, Rafael Toral, Sei Miguel, Ritchaz & Kéke, Os N'Gapas, Kotalume, Josué o Salvador, Coclea, Axolotl, Weyes Bluhd, Heatsick, Manuel Gião, Osso Exótico com Francisco Tropa, Aquaparque, Kimi Djabate solo, Phoebus + p.ma, Whit, Traumático Desmame, Elvis Ramalho, Peter Bastian e João Lobo/Norberto Lobo.

Apareçam e tragam a família.

MV & EE - o primeiro grande concerto de 2008

Ainda não há local (só se sabe que é em Lisboa), mas já há data (2 de Fevereiro), alinhamento (MV & EE with The Golden Road, e Loosers feat. Valerio Cosi) e rodutora (Filho Único). Aqui ficam três boas razões para não perder os Royal Trux do freak-folk, comandados por Matt Valentine e Erika Elder.


14/12/2007

1, 2, 3, 4...

Let's dance with Feist!

E bom fim de semana.

13/12/2007

Quando o hip-hop/rap valia a pena...

Disposable Heroes of Hiphoprisy


Cypress Hill


Public Enemy

11/12/2007

Um pesadelo chamado TUSK


Chamem-lhe grindcore, ambient trash, psych rock, post-heavy metal ou qualquer outro dos palavrões que ultimamente são utilizados para legitimar o rock pesado. Eu chamo-lhe apenas TUSK, a outra encarnação dos Pelican, que conta com 3 dos 4 membros daquela banda (Trevor de Brauw, Laurent Schroeder-Lebec e Larry Herwig), acrescentados de dois vocalistas: Evan Patterson (dos Breather Resist) e Toby Driver (dos Kayo Dot).

Menos estridentes e violentos e mais épicos e experimentais do que sno anterior registo “Get Ready”, em “The Resisting Dreamer” os TUSK dão um claro passo em frente na sua afirmação como projecto com valor próprio, cada vez mais obscuros e complexos.

Em 4 longos temas que não chegam aos 40 minutos no seu todo (mais uma grande diferença face aos temas curtos e duros de “Get Ready”), os TUSK constroem uma muralha sonora com inúmeras passagens inesperadas, experimentalismos e pequenos tesouros escondidos numa viagem épica brutal. E quando começamos a entrar neste estranho universo, o disco acaba, obrigando-nos a começar de novo, como se estivéssemos num auto-de-fé do qual não podemos escapar. E para escapar só se for mesmo para três dos maiores discos que o rock tem produzido nos últimos anos: “Panopticon” dos ISIS, “The Fire in Our Throats Will Beckon the Thaw” dos Pelican, e “Every Red Heart Shines Toward the Red Sun” dos Red Sparowes. Quem quiser experimentar este pesadelo, basta seguir as instruções aqui.

10/12/2007

Boa ou má notícia?

No dia 4 de Março de 2008, 25 anos depois do último álbium de originais, os Bauhaus vão lançar um novo disco de originais, "Going Away White". Se é uma boa ou má notícia a ouvir vamos. A única certeza (dada pelos próprios músicos) é que este disco vai mesmo ser o último, colocando assim um fim definitivo ao período de ressureição da banda iniciado em 1998, e que não vai haver tourné. Parece que os senhores se chatearam outra vez. (Mais um) mito ou realidade?

09/12/2007

Norberto "Fahey Paredes" Lobo

Infelizmente não fui ontem à ZDB ver o concerto do Norberto Lobo, mas o disco "Mudar de Bina" tem girado incessantemente nestes dois últimos dias nos meus leitores de CD's. Por todas as razões. Pelo cruzamento em Lobo das influências dos dois maiores guitarristas do lado de cá e do lado de lá do oceano Atlântico, naturalmente Carlos Paredes e John Fahey. Pelo toque muito próprio que Lobo imprime ao seu dedilhar incessante. Por termos finalmente um guitarrista que se consegue libertar das amarras muitas vezes limitadoras do fado (como paredes aliás o conseguiu). Por finalmente poder apregoar o meu encanto por um músico português. Pela genial capa da autoria do mestre João Abel Manta, momentaneamente regressado às artes plásticas que o fizeram grande. Pelo belo texto do camarada e cunhado Casca no seu Anauel, que vai muito mais longe do que esta minha singela homenagem. E por esta pequena amostra ao vivo que fala (ou toca) por si.

05/12/2007

Lambchop Is A Woman


Este surgiu-me no decorrer de um trabalho. Os Lambchop são sem dúvida um dos meus maiores estímulos criativos e este video é maravilhoso e "Is A Woman" é um dos discos da minha vida.

04/12/2007

Estás desculpado…


Para mim, Bonnie Prince Billy há de ser sempre Bonnie Prince Billy. Qualquer coisa que este homem faça, para mim fá-lo bem, e tudo me soa aceitável vindo da sua veia criativa. Neste sentido, não podia deixar de glorificar mais uma das manifestações musicais, “Ask Forgiveness”, desta vez em formato EP e na companhia dos Espers Meg Baird e Greg Weeks, e da violoncelista Maggie Wienk. Mas a grande novidade deste pequeno disco está no facto de ser integralmente composto por versões de outros músicos (à excepção de um original), versões essas que disparam em todas as direcções, outra coisa aliás não seria de esperar da mente “perturbada” de Will Oldham. Podemos assim encontrar em “Ask Forgiveness” versões de R. Kelly, Bjork, Danzig, Mickey Newbury, Phil Ochs, Mekons e Frank Sinatra (é verdade, e com solo de assobio e tudo). O que é estranho, ou maravilhoso, é que tudo soa a Bonnie Prince Billy, pois tudo o que este homem toca parece que fica imergido na sua personalidade musical. No final, o que fica de “Ask Forgiveness” é mais um conjunto de belas canções acústicas e intimistas segundo Bonnie Prince Billy, mais uma vez em dueto com uma deliciosa voz feminina, e mais uma vez magistral (veio-me inúmeras vezes à memória o genial “Master And Everyone”, até na capa). Quem quiser desculpar o homem, basta seguir este link e saborear quase 30 minutos de pura beleza.

 
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